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Tecnologia: O que ainda falta esclarecer sobre a onda de explosões do Galaxy Note 7

Smartphones 13 de outubro de 2016

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A Samsung fez um segundo recall de todas as unidades já vendidas do smartphone Galaxy Note 7, um desastre sem precedentes para a fabricante de eletrônicos coreana e o setor de celulares como um todo. Já houve recalls no passado por problemas com a bateria de aparelhos. A Nokia, por exemplo, pediu em 2007 que consumidores devolvessem 46 milhões de baterias por risco de superaquecimento das peças, mas, como a bateria podia ser removida, não foi necessário dar fim a uma linha de celulares bem sucedida. “Parem de usar o aparelho, façam uma cópia dos dados e o desliguem”, informou a Samsung aos donos do Note 7 após a confirmação de interrupção da produção do aparelho, motivada por registros de incêndios com o smartphone. Usuários poderão receber o dinheiro de volta ou trocar o smartphone pelos modelos Galaxy S7 ou S7 Edge, além de receber parte do valor pago na compra do Note 7.

Mas várias questões continuam sem resposta.

Por que os aparelhos estão pegando fogo?

Quando a Samsung instituiu um recall inicial no mês passado, a empresa indicou que a causa era um problema na célula de bateria. Um relatório enviado pela firma a orgãos reguladores foi mais específico, dizendo que uma falha na produção fez com que algumas baterias fossem ligeiramente maiores do que deveriam, o que colocou mais pressão sobre elas ao serem inseridas nos telefones, segundo um documento divulgado pela agência de notícias Bloomberg. A culpa pelo problema foi atribuída à fabricante de peças, a Samsung SDI, e ele deveria ter sido resolvido substituindo as baterias com defeito por outras feitas pela empresa ATL. Ocorre que diversos telefones desta segunda leva também superaqueceram – não está claro, portanto, se o diagnóstico original estava correto. Segundo o jornal The New York Times, os engenheiros da Samsung nunca conseguiram fazer os celulares explodirem ao tentarem recriar a falha. “Estamos trabalhando com órgãos reguladores para investigar os casos recentes envolvendo o Galaxy Note 7”, disse a Samsung no único comentário feito por um porta-voz da companhia sobre o assunto.

Quantos Note 7 foram fabricados e quantos explodiram?

A Samsung ainda não revelou quantos Note 7 foram fabricados antes de interromper sua produção. Em 2 de setembro, a empresa disse que 2,5 milhões de aparelhos estavam sujeitos ao recall inicial. Em 27 de setembro, acrescentou que mais de 60% destes celulares vendidos na Coreia do Sul e nos Estados Unidos tinham sido substituídos por novos telefones. Esses dois países respondem pela maioria dos smartphones vendidos – apenas cerca de 50 mil foram comprados na Europa. E o Note 7 só voltou a ser vendido por um curto período para novos consumidores na Coreia do Sul na semana passada. Tudo isso reunido perfaz um um total aproximado de 4 milhões de unidades. A consultoria britânica IHS havia previsto inicialmente que cerca de 6 milhões de Note 7 haviam sido fabricados – se tudo tinha saído de acordo com os planos da Samsung. Mas não está claro quantos exatamente superaqueceram. A Samsung diz ter recebido “35 notificações” quando fez o primeiro recall, e houve sete relatos na mídia sobre aparelhos que já haviam sido substituídos e que tiveram o mesmo problema.

O que acontecerá agora com todos os aparelhos?

A Samsung está enviando embalagens à prova de fogo para que clientes devolvam seus telefones A Samsung disse que tomará “todas as medidas” para receber de volta os aparelhos. Por enquanto, isso significa enviar e-mails e alertas para usuários registrados. Na época do recall original, a empresa também liberou uma atualização do software do aparelho que prevenia que as baterias fossem recarregadas completamente. Especula-se que outras restrições – ou um bloqueio completo do telefone – sejam impostas a quem se recusar a devolver o celular. Ainda há a questão sobre o que a Samsung fará com a grande quantidade de smartphones devolvidos. Um porta-voz se recusou a dizer se eles seriam desmontados para reutilização das peças em outros produtos. Mas um grupo de defesa do meio ambiente exigiu que a companhia atue com responsabilidade. “Celulares têm materiais valiosos e preciosos em seu interior, e a mineração deles pode causar um dano ambiental significativo – e isso pode se dar muitas vezes em condições de trabalho degradantes em países em desenvolvimento”, disse o diretor de políticas da Friends of the Earth, Mike Childs. “Todos os telefones deveriam ser reciclados ao fim de sua vida útil ou ao serem devolvidos por problemas técnicos. O meio ambiente não deveria sofrer por erros de fabricantes de celulares.”

Os donos dos aparelhos serão compensados pelos acessórios que compraram para o celular?

Muitos consumidores compraram capas, teclados, lentes, canetas e baterias reserva para seus Note 7. Um porta-voz da Samsung disse que ainda discute com as lojas a eventual cobertura desses custos. Alguns donos de aparelhos se questionam se receberão dinheiro para devolver um aparelho de realidade virtual, o Gear VR, que veio junto com o smartphone se ele foi comprado antes de ser lançado – ele custa R$ 400 nos Estados Unidos se comprado em separado. O porta-voz afirmou que a companhia considerava esse item um “presente”, mas não descartava fornecer uma compensação adicional por ele.

A Samsung pode voltar a ter aparelhos com baterias removíveis?

O novo smartphone G5, da LG, tem uma bateria removível

A linha de celulares Galaxy se distinguia dos iPhones da Apple por permitir a abertura, pelos usuários, da parte traseira dos aparelhos para troca da bateria. Mas lançamentos mais recentes como o S6 e o Note 5 mudaram isso, o que ajudou a fazer com que os telefones fossem mais compactos e resistentes à água. Algumas pessoas apontaram que o problema atual poderia ter sido evitado se essa alteração não tivesse ocorrido. E é importante notar que a rival da Samsung, a LG, incluiu baterias removíveis em seus dois modelos de ponta. Não é surpresa que a Samsung se recuse a comentar sobre o design de aparelhos futuros, mas um especialista disse que todas fabricantes irão rever seus planos. “Os smartphones modernos consomem muita energia – têm telas maiores e com melhor resolução, processadores mais rápidos e conexão 4G -, mas também há uma pressão maior para mantê-los compactos e, ao mesmo tempo, permitir que sejam recarregados mais rapidamente”, disse Ian Fogg, da IHS. “São demandas que competem entre si. Todo mundo vai ficar de olho nos próximos lançamentos e pedir a seus times de engenharia que revejam a forma como são carregados e como as baterias funcionam para garantir que não tenham um problema parecido. E a Samsung vai ter um cuidado especial com seus novos modelos, já que é possível que tenham alguns itens de design usados no Note 7.”

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Tecnologia: Bancos começam a usar inteligência artificial no relacionamento com clientes

Smartphones 26 de junho de 2016

smart tecnologia

Decorar senhas e códigos de acesso está prestes a virar coisa do passado para os clientes de banco do país. Em breve, basta conversar com o celular ou com o computador para ver o saldo da conta, pedir um empréstimo ou negociar uma dívida, com garantia de que nenhum intruso se passe pelo correntista. A inteligência artificial está começando a ser usada no relacionamento com os clientes pelas instituições financeiras no Brasil.

Em 60 dias, o Banco do Brasil oferecerá a novidade para clientes dos segmentos Private e Estilo Digital – de maior poder aquisitivo. Por meio do aplicativo da instituição financeira no smartphone, os correntistas terão acesso a um assistente que permite a realização de transações por meio do celular sem risco de fraude porque a biometria da voz do cliente estará gravada. O Bradesco testa tecnologia semelhante para que os clientes possam conversar com os computadores, ainda sem previsão de lançamento.

Chamada de computação cognitiva, a tecnologia se baseia na capacidade de computadores cruzarem grandes volumes de dados e gerarem análises e respostas por conta própria. No caso de reconhecimento de voz, os computadores memorizam a voz do usuário para decodificarem padrões, descobrirem hábitos e interpretarem comandos. No Brasil, a novidade está sendo desenvolvida com base na ferramenta Watson, importada dos Estados Unidos. Leia a Matéria completa

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